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PF acusado de matar filha de 2 meses comemora medida protetiva contra ele próprio

“Consequentemente, ela [mãe do bebê] também não pode se aproximar ou falar conosco”

O policial federal Dheymerson Cavalcante Gracino dos Santos, réu no processo que apura a morte da filha de dois meses, Maria Cecília Pinheiro, comemorou a medida protetiva da Justiça contra ele próprio e em favor da mãe da bebê, Micilene Pinheiro de Souza.

A decisão cautelar também envolve a mãe do agente, Maria Gorete Cavalcante, e veio após Micilene denunciá-la de ameaças e perturbações após envio de carta. Com isso, tanto Dheymerson quanto Maria Gorete estão proibidos de manter contato com a mulher.

“De todo achei boa a decisão do Juiz de que não devemos nos aproximar ou falar com ela e, consequentemente, ela também não pode se aproximar ou falar conosco. É uma medida que nos traz segurança, assim, ela não poderá mais mandar mensagens de perfis dela e de outros perfis falsos para familiares de minha esposa ou meus e não poderá fazer ligações para qualquer um de nós, como ela fazia”, disse o policial federal, com exclusividade ao ContilNet.

“Ela já perturbou muito minha família e a família de minha esposa, ligou para minha cunhada, tentou contato com minha sogra e agora a decisão judicial a impede”, continua.

De acordo com o homem, a carta foi escrita e enviada pela sua mãe, que também é ré no caso, em março deste ano. “Enfim, o tempo passou e minha mãe ingenuamente acabou imaginando que Micilene tivesse se arrependido do mundo de mentiras que ela contou. Daí, de coração aberto, escreveu numa tentativa de acabar com esse sofrimento”.

Ele acusa a ex de ter deturpado o teor da mensagem e questiona o porquê de a mulher só ter ido procurar a Justiça quatro meses depois. A medida protetiva foi instaurada em julho. A decisão foi do Juiz Alesson Braz da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditória Militar.

A advogada de Micilene alegou que os acusados estão ameaçando e perturbando sua cliente, por isso pleiteou a medida cautelar de proibição de manter contato.

A reportagem tentou contato com Micilene, mas não obteve sucesso até o fechamento do texto.

Relembre o caso

A pequena Maria Cecília morreu no dia 9 de março de 2019. O laudo do Instituto Médico Legal apontou como causa da morte broncoaspiração, ou seja, insuficiência respiratória e obstrução das vias áreas.

A acusação diz que a criança ingeriu quantidade excessiva de leite sob os cuidados da avó e do pai, o que teria provocado a morte. Ainda segundo a denúncia, o bebê só podia se alimentar de leite materno e teria consumido o produto industrializado.

O pai nega os argumentos da acusação e diz ter provas de que a filha já se alimentava de leite industrial e que a quantidade consumida não foi excessiva.

Contilnet

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