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Acre

Investigado em operação contra crimes eleitorais no AC é preso suspeito de coagir denunciante

Polícia Federal deflagrou nessa terça-feira (28) segunda fase da ‘Operação Citricultor’. Ação apura uso de mulheres como ‘laranjas’ na última campanha no Acre.

Um dos investigados pela Polícia Federal na “Operação Citricultor”, que apura possíveis crimes eleitorais pelo Psol no Acre, foi preso nessa terça-feira (28), na segunda fase da operação, por supostamente ter coagido o denunciante do esquema.

Conforme determinação do TSE, 30% dos valores do Fundo Eleitoral devem ser empregados na campanha de candidatas do sexo feminino. Porém, segundo a PF, esses valores foram desviados pelo partido e mulheres foram usadas como “laranjas” para recebimento do fundo na última campanha no estado.

Na época da primeira fase, o partido emitiu uma nota informando que apresentou 16 candidaturas respeitando o mínimo de 30% para candidaturas femininas e negou ter infringido a lei. O Psol disse ainda que as contas do partido e das candidatas mulheres foram todas aprovadas pelo TRE-AC.

Desta vez, a PF informou que um membro do diretório estadual do partido político teria coagido e ameaçado o denunciante dos fatos apurados no inquérito. O G1 tentou ouvir representantes do Psol, mas não obteve retorno até esta publicação.

O suspeito, conforme a PF, mesmo sabendo que não poderia manter contato com o denunciante, teria feito novas ameaças e por isso teve a prisão preventiva decretada.

Crimes eleitorais

A Operação Citricultor investiga possível prática de crimes eleitorais, entre eles associação criminosa, apropriação indébita, desvio de recursos eleitorais, fraude na prestação de contas (caixa dois eleitoral) e lavagem de dinheiro, além de coação no curso do processo.

Na primeira fase, deflagrada no último dia 30 de junho, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de medidas cautelares diversas da prisão em Rio Branco e Rodrigues Alves, além de oitivas de testemunhas e investigados.

Uma possível candidata “laranja” teria recebido mais de R$120 mil do Fundo Eleitoral, mas recebeu apenas 358 votos. Outras candidatas teriam recebido mais de R$ 13 mil, tendo obtido aproximadamente 20 votos cada uma.

“Em alguns casos, verificou-se que uma das candidatas fez campanha eleitoral para outros candidatos e até para ‘adversários’ de outra coligação, bem como que familiares e cabos eleitorais contratados fizeram propaganda para outros concorrentes”, disse a nota da PF.

Investigação

Membros do diretório estadual de um partido político teriam ocultado, disfarçado e omitido movimentações de recursos financeiros oriundos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), especialmente os destinados às candidaturas de mulheres.

Durante o curso das investigações, teriam, ainda, coagido testemunhas, usando de violência e grave ameaça, aponta a PF.

A polícia informou ainda que foi constatado o pagamento de locação de vários veículos, “mas as despesas com combustíveis registradas nas prestações de contas indicam que os aluguéis foram fictícios, tendo em vista a incompatibilidade da quantidade e do tipo de combustível dos veículos alugados com aqueles efetivamente adquiridos”, apontou a PF.

Veja nota do Psol na íntegra:

Em razão da noticiada operação promovida pela Polícia Federal envolvendo membros do PSol no dia 30 de junho de 2020, relacionada às eleições do ano de 2018, sua direção estadual vem a público prestar os seguintes esclarecimentos à sociedade acriana:

1 – O Partido apresentou 16 candidaturas, respeitando o percentual mínimo de 30% para candidaturas femininas.

2 – Em conformidade com a legislação, todas as candidaturas receberam recursos do fundo eleitoral, tendo-se destinado o percentual mínimo previsto em lei às candidaturas femininas. Importante registrar que as contas do partido e de todas as candidatas mulheres foram aprovadas pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

3 – O custo das campanhas de todos os 16 candidatos, foi de R$ 545.000,00 (quinhentos e quarenta e cinco mil reais), conforme havia sido definido e aprovado pela Direção Nacional do PSOL. A distribuição desses recursos foi orientada pelo objetivo principal do partido, que era romper a cláusula de barreira, sem o que não teria como garantir sua existência. Para isso, em todo o país, o PSOL priorizou as candidaturas aos cargos de deputado federal e senador, razão pela qual dos R$ 545 mil, os candidatos a deputado federal receberam R$ 400 mil. Considerando a obrigatoriedade de destinação de, no mínimo, 30% desse valor às candidaturas femininas, foram destinados R$ 120 mil à única candidata mulher para esse cargo, do partido.

4 – O recurso remanescente – R$ 145 mil – foi distribuído entre as 11 candidaturas estaduais, também respeitando o mínimo de 30% para as candidatas mulheres.

5 – O PSol e seus militantes não infringiram a lei. A utilização dos recursos citados foi feita com honestidade e exatamente como declarado e documentado nas prestações de contas dos seus candidatos.

6 – O tempo e o compromisso com a transparência e a democracia revelarão que o PSol está sendo vítima de uma narrativa odiosa produzida por uma pessoa desequilibrada e sem caráter e que, por erro de avaliação, havia sido acolhida no seio do nosso partido. Sabe-se, hoje, que esse indivíduo já foi preso por mais de uma vez, inclusive, por crimes de falsidade ideológica e estelionato, motivos que levaram a Direção Nacional a afasta-lo dos quadro do partido e se encontra no conselho de ética em processo de expulsão.

7 – Do outro lado estão as mulheres e homens que participaram da campanha em 2018, dedicados à luta por uma sociedade mais justa e igualitária, nunca tendo respondido a qualquer processo criminal, sendo hoje investigados.

G1Acre

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